Escolha uma Página

Tratamento da Dor

A dor no pós-operatório não deve ser encarada como um evento isolado, nem tratada apenas como um sintoma a ser silenciado.
Ela é resultado de processos inflamatórios, mecânicos e neurofisiológicos que variam de acordo com o tipo de cirurgia, o tecido envolvido e a resposta individual do paciente.

A laserterapia, quando bem indicada, atua como moduladora desses processos, contribuindo para o controle da dor sem interferir negativamente na cicatrização.

Como o laser atua na dor

O laser de baixa potência exerce efeitos analgésicos por diferentes mecanismos, que incluem:

  • modulação da inflamação local
  • redução da excitabilidade das terminações nervosas
  • melhora da microcirculação
  • aumento da oxigenação tecidual
  • estímulo à liberação de mediadores analgésicos endógenos

Esses efeitos não ocorrem de forma automática.
Eles dependem da escolha correta dos parâmetros, da área tratada e, principalmente, do momento pós-cirúrgico.

Dor não é igual para todos

Dois pacientes submetidos ao mesmo procedimento podem apresentar padrões de dor completamente distintos.
Isso exige uma abordagem individualizada, baseada na avaliação clínica contínua.

Aplicar laser apenas porque o paciente refere dor é uma conduta simplista.
A decisão correta envolve compreender:

  • a origem da dor
  • a profundidade do tecido envolvido
  • a fase inflamatória em que o paciente se encontra
  • a presença de edemas, tensões ou restrições mecânicas associadas

Laser como alternativa e complemento terapêutico

Em muitos casos, a laserterapia permite reduzir a dependência de analgésicos sistêmicos, favorecendo uma recuperação mais confortável e segura.

Quando integrada a outras abordagens, como terapia manual, taping funcional ou drenagem linfática no momento adequado, o laser potencializa os resultados sem sobrecarregar o organismo.

Critério acima da potência

A eficácia do laser no controle da dor não está relacionada apenas à potência do equipamento.
Ela está diretamente ligada à capacidade do profissional em decidir quando aplicar, onde aplicar e quanto aplicar.

Colocar a dose no equipamento é fácil.
Decidir qual dose usar, em qual momento do pós-operatório, exige conhecimento técnico e experiência clínica.

Dor controlada favorece a recuperação global

Quando a dor é adequadamente manejada, o paciente se movimenta melhor, respira melhor e responde de forma mais eficiente às demais condutas terapêuticas.

Nesse contexto, a laserterapia deixa de ser apenas um recurso analgésico e passa a ser parte estratégica do processo de recuperação.